sexta-feira, 24 de abril de 2009

Silent Hill


Terror em Silent Hill

Os espectadores que se interessariam em assistir a Terror em Silent Hill podem ser divididos em dois grupos distintos: quem já jogou e quem não teve acesso ao jogo de videogame Silent Hill, que deu origem a este longa-metragem. Eu faço parte do segundo grupo. Sei que vários elementos deste filme, como personagens e ambientes, são fiéis em relação ao game, mas devo confessar que sou incapaz de me aprofundar nessa comparação porque não conheço a obra que originou o filme. No entanto, toda produção deve conseguir dialogar independentemente da qual é originária. E, quanto a isso, posso dizer que Terror em Silent Hill até que funciona bem como filme de terror, impressionando principalmente no sentido visual.A história gira em torno de Rose Da Silva (Radha Mitchell). Casada com Christopher (Sean Bean), cria uma filha com ele, Sharon (Jodelle Ferland). No entanto, a menina tem problemas de sonambulismo e, em seus ataques, sempre fala que quer voltar para casa, em Silent Hill. O problema é que seus pais não conhecem essa cidade. É quando descobrimos que Sharon é adotada e, provavelmente, nasceu nessa cidade. Para desvendar o mistério, Rose e sua filha vão ao local. O problema é que ele está inabitado há um bom tempo por causa de uma série de incêndios subterrâneos, que seguem acontecendo por alguns anos. E, após um acidente, Sharon some. Sob uma chuva de cinzas, Rose explora Silent Hill em busca da filha, sendo vigiada pela policial Cybil (Laurie Holden), que a persegue ao perceber que algo está errado.Na cidade fantasma, elas começam a perceber que há coisas mais sinistras do que incêndios subterrâneos. Criaturas rastejantes que se desfazem em cinzas, uma mendiga assustadora que só fala em sua filha perdida, enfermeiras sem rosto, um monstro que tem uma máscara de metal em forma de pirâmide e fanáticos religiosos são algumas das figuras que Rose e Cybil encaram para encontrar a menina e sair de lá.A estrutura do roteiro é bem parecida com a de um videogame e esse é o problema de Terror em Silent Hill. Por mais que se trate da adaptação de um game, a narrativa fica presa demais a esse formato. É possível até identificar as “dicas” que as levam para mais perto de Sharon, enquanto a dupla passa por “fases” na cidade de Silent Hill. Rose, inclusive, é tão destemida como qualquer personagem virtual de um jogo. Às vezes, de forma um tanto quanto burra, o que irrita. Para não dizer que o roteiro é um equívoco, é justo dizer que o final é compensador e inteligente. Por não ser hermético, dá vazão para continuações – o próprio game, hoje, encontra-se em seu quarto episódio.Também vale destacar a direção bastante segura do francês Christophe Gans (O Pacto dos Lobos). É evidente que ele sabe o que está fazendo. Sua câmera é fluída, passeia naturalmente pelos mesmos ambientes da protagonista e mostra ao espectador o terror de forma inusitada em soluções visuais bastante felizes. A direção de arte é incrivelmente assustadora e os efeitos visuais são excelentes. Por ter imagens tão aflitivas de uma forma que beira o belo, num contexto gótico, Terror em Silent Hill merece ser visto pelos que apreciam uma produção de terror. Não é genial, mas pode apostar que é melhor do que muita coisa que vemos.

sábado, 28 de março de 2009

"Machete" vai virar filme

Quem assistiu Planeta Terror e À Prova de Morte, longas do projeto "Grindhouse" de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, deve ter se deparado com o trailer fake de "Machete", que ilustrou ainda mais o clima de Exploitation do projeto, que foi uma homenagem aos Filmes B do Cinema Americano dos anos 70.Após dois anos, é anunciado o verdadeiro interesse em produzir o longa, que já possui um roteiro, porém deverá sofrer alterações antes de ser finalizado por Rodriguez. O ator Danny Trejo, que foi o protagonista no trailer, já afirma em entrevistas, a realização de "Machete" como seu próximo trabalho. Enfim, vamos aguardar.

sexta-feira, 13 de março de 2009

1408


Muitos filmes provocam sustos no público, mas poucos são capazes de provocar calafrios. Isso porque, para assustar, basta aumentar bruscamente o volume da trilha sonora ou mostrar inesperadamente alguma figura grotesca. Já o calafrio é bem mais difícil. Para conseguí-lo, a história deve ser envolvente e apresentar fatos assustadores por natureza. Apesar de usar elementos que provocam o susto fácil, "1408" faz parte do seleto grupo de filmes que provocam calafrios.
1408 conta a história do famoso escritor Mike, conhecido por desvendar eventos paranormais em lugares considerados mal assombrados. Depois de desmistificar assombrações por diversos lugares, Mike resolve investigar os mistérios acerca do quarto 1408 do Hotel Dolphin. O gerente do hotel, vivido por Samuel L. Jackson, insiste para que o escritor desista de se hospedar no quarto, fechado há anos. Porém, Mike ignora os pedidos do gerente e resolve ficar para investigar por que ninguém sobrevive por mais de uma hora naquele local.

Apesar de se passar a maior parte do tempo dentro do quarto, o filme não fica chato em nenhum momento e prende a atenção do espectador do começo ao fim. Além disso, causa uma sensação de claustrofobia no espectador e nos deixa torcendo para que Enslin consiga sair do macabro ambiente.
Inteligente, 1408 é pedida imperdível para os adoradores do gênero. tem um ótimo final e não insulta a inteligência do público.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O Pequeno Príncipe


“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.


Do lado de fora parece ser um simples livro para crianças. O Pequeno Príncipe é na verdade um livro profundo, escrito de forma enigmática e metafórica. Um livro poético e filosófico sem igual. Esse livro foi traduzido para muitas outras línguas, sendo seu original em francês. Também dele foram feitos histórias para serem ouvidas, filmes e desenhos animados, além de adaptações.


É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias e esquecemos a criança que fomos.


O Pequeno Príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. O orgulho da rosa, que também vivia no planeta do Pequeno Príncipe, arruinou a tranqüilidade e o levou a uma viagem que o trouxe finalmente a Terra, onde encontrou a raposa que o levou a começar a descobrir o que é realmente importante na vida – o amor, a amizade e o companheirismo.


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sexta-feira, 6 de março de 2009

Orca, a baleia assassina



Um pescador (Richard Harris, o Dumbledore dos primeiros filmes do bruxo "Harry Potter") mata uma baleia, sem ter noção que sua vida será eternamente comprometida por causa disso. Afinal ele foi marcado pela Orca, a baleia assassina, que era marido da baleia morta. O grande animal passa a persegui-lo e a cometer atentados, provocando terror & pânico no vilarejo.Escrevendo assim parece cômico, mas esse é um filme sério. No site Imdb está escrito que tirando o ser humano, a baleia Orca é o único animal que mata por vingança. Então esse é o motivo da vida do pescador ser arruinada. Está certo que a baleia é inteligente até demais, só que o curioso é que não tem como tirar a razão dela ser tão assassina.

O bicho mata em busca de vingança, já que presenciou a morte de outra de sua espécie. É uma cena bastante dramática e comovente. Principalmente se você já assistiu e gosta de "Free Willy". O final é emocionante, com geleiras e paisagens bonitas. Não considero bem um filme de terror, mas um suspense mediano.


Taí um filme que merecia ser regravado. E, de preferência, com mais cenas de violência. Agora se você não se interessa por seres marinhos malvados, pode ver "A marcha dos pingüins", um documentário com uma história bonita sob o ponto de vista do amor.

*Orca (EUA, 1977) Dirigido por: Michael Anderson Com: Richard Harris, Charlotte Rampling, Will Sampson, Bo Derek, Robert Carradine...

quarta-feira, 4 de março de 2009

- Perseguição


Durante a viagem, Fuller instala um rádio amador de curta distância no automóvel para fazer brincadeiras com alguns motoristas de caminhão. Lewis se faz passar por uma mulher com o nome de Candy Cane. Mas, como já diz o ditado, "quem brinca com fogo, acaba se queimando". Acabam marcando um encontro com um caminhoneiro. Porém, dão o número do quarto vizinho, onde um homem que não foi muito simpático com Fuller está hospedado. Resultado: no dia seguinte, o homem é encontrado na estrada e levado ao hospital em estado de coma.

é interessante ressaltar que o caminhoneiro, quando soube que tudo era uma gozação, teve uma atitude coerente. Queria ouvir um pedido simples de desculpas. Talvez, a história tivesse um rumo diferente, se Fuller, ao invés de atender ao pedido da vítima, não tivesse ofendido o caminhoneiro da forma exagerada como fez.A partir daí, Perseguição, redundantemente falando, vira uma perseguição. Uma caçada de gato e rato. Todos os motoristas de caminhão são suspeitos e tudo muda quando o tal psicopata descobre que realmente há uma mulher a bordo. Venna passa a ser vítima de todo o jogo iniciado pelos irmãos.

O estranho John Dahl conseguiu fazer um trabalho interessante com o roteiro que tinha em mãos. Perseguição consegue o que há tempos não se via num thriller: não insultar a inteligência dos espectadores com situações triviais, clichês exagerados e nem precisou utilizar uma máscara para esconder o vilão. Além disso, apesar de haver uma certa dose de nudez masculina, não há cenas de sexo ou atrizes sensuais com belas pernas e pouco QI.

"É um filme excelente!!!!!! você tem ação e suspense do começo ao fim! não há como não gostar! e outra, além de tudo, ele lhe dá um toque sobre essas brincadeiras de mau gosto que algumas pessoas as vezes fazem. Por conta daquela atitude insana de brincar com quem não se conhece é que todos ali se viram diante da morte do começo ao fim. Ação e suspense aliados de forma inigualável

domingo, 1 de março de 2009

VINGADOR DO FUTURO (remake)

SERÁ QUE ELA VOLTA TAMBÉM?

Depois de A HISTÓRIA SEM FIM o próximo filme a entrar na lista negra dos remakes será o VINGADOR DO FUTURO (1990), já notei que o tempo entre um filme e seu remake caiu de 20 anos para 15 e vai chegar um dia em que isso ficará ridículo com uma versão por ano de cada coisa, aí todo mundo começará a pedir coisas novas e tudo voltará ao normal, mas após 100 anos de cinema muitos remakes ainda poderão dar as caras, e por falar nisso o remake de SEXTA FEIRA 13 fez um sucesso razoável e deverá ganhar uma parte 2, bem vindo ao futuro, ele é igual ao passado e você não perdeu nada...